quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Apocalipse em mim


Pedras brancas ,roliças, em direção ao mar.
Banhadas, tornam-se clareza,pureza total
do cristal.

Do caos, da tormenta,só resta uma esperança:
O sentimento do leão,
O instinto do touro,
A razão do Homem,
O intelecto da águia.
São asas como da grande ave.

Dos pés de barro,agora por terra,
Finco com persistência,
Pés de ferro,
Nas mãos, as palmas e no
Corpo linho puro,
Alfa e Ômega.

Minha alma é um livro aberto,
Livro da vida,
Meus olhos agora são brilhantes.
Hora de acender o incenso e olhar
O arco-íris...

Não me venha a pantera,
O urso e o tigre.
Meu cavalo está de prontidão.
E as rédeas em minhas mãos.

Texto: Marcelle Azeredo
Foto: opa cristo operário 2008

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Caminhos


Caminhos

Quando a gente nasce Deus nos dá caminhos para seguir.

Quando surge algum problema é só uma pequena curva que com fé
e
esperança conseguimos retornar.


Marianna Almeida Cunha de Azeredo Santos
Imagem- Duda Azeredo

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

VENTO VEM


Sopra ar novo,
Flauta suave,
Doce manhã,
procurando os ingás.
Adeus,adeus barqueiro,
Arrasta o barco,
joga o mangote,
Parta.

Arrisca trocar a vela,
Muda o rumo da embarcação,
Enfrenta o vento.
Adeus,adeus barqueiro,
Quebra as algemas,
solta o pássaro,
Liberta.

Carrega a tristeza,
Leva como as ondas,
Puxa feito correnteza.
Adeus,Adeus barqueiro
tanto no mar,quanto
no rio,
Leva.

Invada o porto,
Procura hospedaria,
Encontra outra vida...
Adeus,adeus barqueiro,
Cansei de esperar,
Cansei,
Cansei.

texto: Marcelle Azeredo
Foto: Aracaju- Carlos Alberto Alvim

domingo, 19 de outubro de 2008

FLORADA


Giro,dou um giro,
marco com pegadas
o espaço andado,
minha via.

Flor dos anos,
minha mocidade,
arrepiar caminho,
voltar atrás,
para avançar pra frente.

Vereda flórea,
senda,ocasião,
oportunidade de
tomar destino e
brotar.

Alma cativa,
trilha saibros,
deixa rastros,
indício de espaço
conquistado,meio
caminho andado.

Enveredar,de vereda,já,
logo,imediatamente.
Irromper,ser florada.

Afluir em água,leite,
seiva,suor e lágrimas.
Impeto dos imperfeitos,
atitudes evidentes,
minha tendência humana.

Giro,dou um giro.
Flor-do-céu,
Flor da terra,
Flor-da-esperança
Florecem em flores de retórica.

Poema para a via-láctea,
mancha clara no escuro,em
vias de iluminar de fato.


texto: marcelle azeredo
Foto: Marianna por Duda

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

SEDE


Quero algo bem gelado,
anestesiar a garganta,
entalada por um nó
que se chama desapego.

Ausência de compania.
Perda de um ninho.
A minha volta ao deserto.
Alma desnuda,sem saída!

A porta estreita seria o caminho fácil
Crer no consenso,escolha fútil.
Liberdade é exceder-se.
Felicidade completa é mito.

Revelo a condição humana,
nua diante do paraíso,
oca de sentido.
Largo a capa do herói,
angústia insuperável.

Estar a caminho,estou no caminho.
Olho uma estrada longe,longe...
Amargar um longo asfalto.
Encarar,ir à pé,se preciso for.
Arrisco-me pela mudança,pelo
prazer de construir o presente.

O pão não me sacia...
Não encontro consolo em milagres...
Não me submeto,não me sujeito
mais à autoridade alheia.
Esbarro na chegada da clareira,
posto de reabastecimento...

texto: Marcelle Azeredo
Foto: Gilney Fragata,Sj

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

CICLO


Janela aberta,
possibilidade infinita.
Respirar a vida,
inspirar alegrias.
Refletir no espelho a esperança
em construir mais pontes:
Atalhos para amizade.
Partilhar dons,
renovar como um rito.Da uva faz o vinho,
o sangue da vida.
Do fermento ao pão,alimento e palavra.
Percurso das águas,
recomeço,
início que não tem fim.

Poesia Opa Santa Luzia 24/8/2008- Rachel,Fabiana,Daiane,Lucinéia,Camilla e Marcelle
Foto: Duda Azeredo

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Pipa no ar



Sem rabiola,sem rabiola...
Pipa alta,símbolo do Brasil.
Dá linha,dá linha!
Cadê o papagaio?
Só a sombra dele!
Vai dando linha aí,brô?
Puxa não, puxa não!
Levanta,levanta!
Tá no estacionamento,
Quase rasgou!
Amarrei errado.
Olhos pro céu.
Vamos tentar de novo?

Para Gilney Fragata,Sj,coroado com um antigo sonho! Queria tanto um dia fazer um grupo para construir e soltar pipas no OPA! Enfim saiu e o sorriso do ÍNDIO contagiou todo mundo! Eu sentada,observando a felicidade dos jovens,das crianças e dos jovens a mais tempo, anotei as falas dos que empinavam o papagaio e aí está, uma linda oração!

texto: Marcelle Azeredo
Foto: Everaldo Vargas,Sj- OPA-PAZ STA LUZIA

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Derash( procurar/buscar)


A verdadeira liberdade humana,
uma maneira se ser divino.
Alcançar completamente!
Tentando um novo ínicio,
um primeiro vôo sempre.

O recomeço,um ressurgir
para confirmar a missão,
uma eterna busca.

Morrendo a cada minuto,
renascer para outros tempos,
dom e graça da vida por amor.

Um dia prontos,feito pão,em pessoa,
entregar-se.
Dar todo sangue,a própria vida.
Existência plena,por cumprir,
no sentido profundo do ser.


texto: Marcelle Azeredo
Foto: M. Burbano,sj- Bruna -OPA-SP

domingo, 10 de agosto de 2008

BÚSSOLA


Desejo de plenitude...
Uma pulsão de VIDA manifesta-se como intensa caminhada.
Descobrir ser humano,
coração maior que gente.
Poder ir além do eu para ser sujeito
da própria existência,um existir pleno.
Trazer uma novidade,um canto, uma dança nova.
Aprender o sabor de todas as coisas:uma amizade,
um amor,o sol queimando a pele,um mergulho no mar.
Observar as curvas das montanhas,as estrelas,uma flor.
Secar as lágrimas e o suor depois da tristeza ou da labuta.
Ter uma bússola para sairmos do labirinto da nossa vida,levando
o coração ao centro,que é grande luz,farol e direção.
Somos assim gigantes da esperança!
O pão e o sonho nosso de cada dia seja recriar a si mesmo e a
realidade diante de nossos olhos.

Texto: Marcelle Azeredo
Foto: Arpoador,Rio de Janeiro by Gilney Fragata,sj

segunda-feira, 28 de julho de 2008

sexta-feira, 4 de julho de 2008

CAMINHO


Forço a memória para lembrar qual foi a minha primeira sensação na vida.
Não lembro do berço,de mamãe me amamentando e do colo do papai.
Preciso rever fotos,ouvir relatos para recompor minha primeira história.
Tempo passa,tempo corre cada dia mais ligeiro.
Distraída,muita vida para contar.Tento por tudo num álbum para deixar como
legado.São momentos felizes,algumas perdas e dificuldades.
Caminho bordando com fé e alinhavando com paciência os passos neste chão.
Desmancho quando necessário e refaço para causar mais efeito.
Para frente é que se anda!!!
Com um sorriso se ganha o mundo e com sutileza o universo fica mais feminino.
Como a mãe do Senhor, Nossa Senhora,meu espelho.Ela põe a mão na minha trajetória.
A cada instante reborda minha colcha.
Sigo sem planos ambiciosos. Olhos abertos,muita cor e emoção.E sombras que desenham os caminhos!

texto: Marcelle Azeredo(21/05/08)
Foto: Duda Azeredo- Vila Fátima-BH

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Nada,tudo:ela mesma não lhe basta?

Para minha amiga Valéria Freundt
Virada Cultural em São Paulo maio de 2008

Relato a experiência de um momento precioso, maravilhoso e pleno,
vivido realmente na pausa do tempo.
O regente orgulhoso com a orquestra,o coro e os solistas.
Seu corpo bailava...
Saia do chão com delicadeza e maestria!
Em êxtase, a platéia vivia a plenitude,a eternidade ,que era
o agora, os acordes,os timbres...
Um presente nos foi oferecido!
Os músicos arrancavam aplausos calorosos nos intervalos.
Silêncio,paz,olhos fechados,seres entorpecidos pelas belas melodias.vozes,
graves e agudos.
Num último gesto,o maestro,estupefato,contemplava sua obra.
Coube a nós aplaudir de pé:criador e criaturas.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Presente


Tempo,tempo,nem passado,nem futuro:
presença.
Uma oferta gratuita de Deus.
Tentamos otimizar o relógio que corre.
As horas não param e aceleram nosso tempo...
Tudo incerto,tudo passageiro,espaço curto ou
eterno.
Escapa a todas as nossas capacidades!
O importante é viver cada momento e não
renegá-lo.
A cada instante ou período de tempo é o presente.
Presente de poder amar,abraçar,fazer e refazer
nossa história.
Quero sempre mais uma chance,vontade de me perpetuar.
Se ocorrer um contratempo,repasso meus desejos.
Seguirei em paz para meu futuro presente.


texto e foto: Marcelle Azeredo- Fazenda Vale Verde- Betim- MG

terça-feira, 22 de abril de 2008

Contratempo

Eu queria você agora.
Você queria estar lá fora.
Tic tac tic tac tic tac
Cadê o agora? Já foi embora.
Você me queria aqui fora.
Tic tac tic tac tic tac
Choveu, cada um para o seu
lá dentro.
E dar mais corda nesse relógio...

texto: Carlos Alberto Alvim

quarta-feira, 9 de abril de 2008

CORAÇÕES EM CHAMAS




Só enchendo bolas de coração,
vesti-las no corpo e se transportando pelos ares
cheios de emoção...
Vão chegar esses abraços,rubros,vermelhos,como
uma rosa,símbolo de paixão.
Quem te conhece,não pode sentir outra coisa.
Seu sorriso ilumina,
Sua fala alegra,
Sua presença é carinho,amor,afago e colo de irmã.
Linda,linda demais,agradecemos por sua vida!
Te queremos todo o bem.

OPA-BH

Para Carlinha du Ricifi
texto: Marcelle Azeredo
Fotos: Opa Nacional Salvador 2007

sexta-feira, 4 de abril de 2008

ORFANDADE


8h da manhã,caminhava na calçada para chegar à uma consulta médica.
O passeio estava com um barro vermelho e fui para o meio da rua para
não sujar os sapatos.
Uma Kombi vinha em minha direção.Esperei passagem e nada! Ao meu lado
um senhor simpático,começando o dia disse:"-o mundo acabou,minha
senhora! Vê se pode,esse motorista quase joga o carro em cima de nós."
Eu imendei o papo e concordei com o senhorzinho: estamos no fim!
Fim da cordialidade,da gentileza,do pensar que existe "outro".
O mundo é o lugar de fazer só a própria vontade.É o grande mal do mundo:
a intolerância.
Viver anda mesmo difícil.Já saimos da porta de casa com engarrafamento,só temos tempo para controlar o relógio e todo o resto nos estressa...
Aonde vamos chegar?
O que pensa um pai que joga a filha do sexto andar?
Um governo que não controla a dengue no seu Estado?
Um adolescente que já matou mais de 20 pessoas?
Acordei com preguiça de enfrentar a falta de delicadeza das pessoas.
Quem será que vai salvar o meu dia?
Eu mesma.Tomei um banho,coloquei uma roupa bonita e fui à missa rezar.

texto e foto: Marcelle Azeredo
Quadro: Ir. Juliana Tartas 1970

terça-feira, 1 de abril de 2008

NAVEGAR É PRECISO...


O caminho é meu...
O caminho é meu...
O tempo conta minha história.
Já vi os mais belos montes,alguns admirei e outros escalei.
Meu caminho,só meu Pai pode guiá-lo!
O caminho é meu...
O caminho é meu...
Procuro não ter sombras em meu rosto.
Tento ver com outro olhar,oferecendo não só o melhor de mim,mas
pedras e sofrimentos.
Como um rio: espírito em movimento.
Lembrando os mandamentos,que calçam meus valores,só consigo
enxergá-los como desafio.
O maior é ter misericórdia e compaixão!
O caminho é meu...
O caminho é meu...
Vou capengando,construindo castelos e muros de areia,sinal de perseverança.
Na minha mente vêm palavras:
tolerância,humildade,fé,paciência...
Os mais belos montes escalei!
Meu caminho,só meu Pai!

texto: Marcelle Azeredo
Foto: Fazenda Vale Perdido- Santo Antônio do Leite- MG- Duda Azeredo

segunda-feira, 24 de março de 2008

Oceano de saber


Cai uma chuvinha fina,boa de dormir e meu pensamento passeia!
Lembro-me de como na infância me permitia descer,molhar o pé na enxurrada
e claro, levar mil broncas depois...
Minha vó Ritinha logo gritava:- Sai da água,olha os trovões!Cuidado com o raio!
Não tinha medo de nada,nem de crescer rápido e perder esta liberdade, o colo da
vovó,da mamãe,dos padrinhos.
Hoje cuido para as minhas filhas não deixarem o meu ninho quentinho,igual à manjedoura do Menino Jesus.
Ontem Páscoa,casa cheia,mesa farta e muito chocolate. sorrisos,lembranças,
passado e presente.
Todos nós OCEANOS DE SABER!
Uma linda oração,música para marcar o rito de passagem.
No meu íntimo,vontade de passar para a outra margem,porém espero
o sinal.Aonde tenho que estar?
Aqui e agora,aguardo a promessa de eternidade com o pé no sentir.
Como dar um sentido verdadeiro à vida?

Quadro: Ir. Juliana Tartas
Foto e texto: Marcelle Azeredo

quinta-feira, 13 de março de 2008

PECATA


Um amigo me falta...
É uma lacuna nos dias,apesar das tecnologias.
Um ano passado,parecendo séculos! Nada substitui a presença.
Enfim, nascemos para mudar. Nossa grande missão é ir buscando
aonde temos que estar e procurar a hora certa. Agarrar as
oportunidades,discernir e ir em frente...
Caminhos muitas vezes dolorosos,nossas vias cruxis!
Busca da santidade: a integração com todos,indo pelo mundo inteiro,
nos unindo à outros que nos humaniza,nos traz de volta ao centro de
nossa existência; o amor doação.
Hoje não sai poesia.É um desabafo,uma falta e um entrar na caverna.
Contudo um cosolo:um amigo que tenho orgulho! Mergulhou em águas mais
profundas.
Se arriscou,acredita, tem fé,não desiste e não tem vergonha de ser ele
mesmo.
É para poucos, muito poucos passar pela prova da fé verdadeira.
Tem que passar pelas noites escuras,pelo silêncio,pela saudade e
fazer as coisas na gratuidade...
Ter alma grande, alma de gigante!

foto: Oscar Lepikson- Bito e Pe. Roberto Ribeiro
texto: Marcelle Azeredo

sábado, 8 de março de 2008

Mundo feminino


Mãe do Senhor,Santas!
FEMININAS,
Mães,filhas,irmãs,avós,religiosas,cunhadas,
primas,amigas,crianças,clientes,funcionárias,
médicas,parteiras,rezadeiras,catadoras de lixo,
enfermeiras,rendeiras,costureiras,professoras,
poetisas,artistas,cantoras,prostitutas,moradoras de rua,
presidiárias,deficientes físicas,faveladas,doentes,velhas,
novas,adolescentes,jovens,solteiras,casadas,separadas,viúvas,
politizadas,intelectuais,psicólogas,empresárias,modelos,
desempregadas,advogadas,juízas,cozinheiras,faxineiras,
contadoras,motoristas,piedosas... todas nós somos de tudo um pouco!
Hoje e sempre procuremos dar sentido a vida,o grande mistério
de nossa existência!

Foto: Oscar Lepikson de Shirley-OPA BH em janeiro de 2007- Salvador
texto: Marcelle Azeredo

segunda-feira, 3 de março de 2008

Amor :essa palavra de luxo!


Eu o quis com paixão e vesti,como rito,meu vestido e o véu.
Medo tinha de afirmar um sim para sempre.
A vida depois de um tempo me confirma esse mistério!
Eu já tive e perdi aquele sentimento?
A coisa mais nobre do mundo:entregar sua vida ao amado!

A vida dá folga! Meus sentimentos pedem trégua.
Da Janela,vejo o bater das asas da borboleta branca.
Divago,devaneio,desacredito...
Me entrego aos altos e baixos.
O que quero é só sentir " aquele" amor de volta.
Sou uma mulher com radar poderoso. Posso capturá-lo de novo.

Amor não é artigo de luxo,nem superfluo,não está na prateleira.
É vida e puro encantamento!


Foto: De Isabel Cintra OPA nacional de 2007 em Salvador
(Oscar Lepikison)
texto: Marcelle Azeredo

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

PENSANDO NO TEMPO


Feliz o tempo em que tempo não importará mais!
Tempo guardado, congelado na mente e no coração.
Esse é otempo que conta.
O tempo feliz,tempo que irriga,refresca com poesia a luta
contra o tempo cronológico.
Relógios,horários,compromissos para aprisionar.
O tempo que para DEUS pode ser tempo todo?
Penso no tempo em que me completo;um tempo muitas vezes
efêmero no espaço e eterno no viver.
Tempo,tempo,tempo...
Se fizer sol vamos nos expor,
caso chova,guardemos no íntimo uma reserva para o tempo!

foto e texto: Marcelle Azeredo

domingo, 17 de fevereiro de 2008

A CIRANDA DAS MÃES


Gente miúda,correndo,brincando.
Alegria de criança,
que tem muita energia
para todos encantar.
São como pássaros cantando,perfume
de um jardim em flor.
Peixes pulando,
galinha chocando.
Vento carregando as folhas e
sementes para semear.
Cantiga de roda,choro
clemente,soluço e colo
Quentinho.
"Que me venham as crianças"!
Ar puro do dia,
Carinho,
Esperteza,
Sinceridade
Vontade e
Melodias...
Isabel,Ravi,JJ,Diego,Duda,Nana,Bel,Clara,Laura,Lucas,Gui,Gabi,Clarisse,Pedro,Paulo(a gente OPA criança se encontra em Brasília-janeiro 2008)
texto: Marcelle Azeredo
foto: Duda Azeredo de Isabel Rao

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

MINHA QUARESMA


Ir. Juliana tartas e Bito-Brasília janeiro de 2008


Foto- Oscar Lepikson




Somos todo incompleto


Todo perecível


Todo interrogação




Toda palavra é relativa


Às vezes objetiva


Às vezes sem compreensão




Gente é doce


Gente é frágil


Gente é mistério




Deus é luz


Deus é paz


Deus é busca




O mundo é fulgaz


O mundo quer AMOR


E não sabe encontrar




A felicidade é possível


É cheia de novidades


É sucesso na vida


e na eternidade


Marcelle Azeredo

domingo, 10 de fevereiro de 2008

A LUZ DE RITA


Para Rita Viana uma grande luz para o mundo


Chá da tarde. Chovia lá fora.

Ia conversar com o mito: uma mulher amante das palavras,rica em memórias,

saudosista de família,mesa grande cheia de irmãos,pai e mãe.

Da cozinha vinha cheiro de café recém passado,pão de queijo quentinho e broa de

fubá feita para mim.

A conversa desnovelava,formando manta de tricô feita pro primeiro neto que vai

chegar...

Alquimia perfeita,sensação de cumplicidade e confiança.

Conquistei o mito,ganhei uma amiga! Me senti conselheira,confidente,poetisa,ouvinte,admiradora,filha,irmã.

Um parêntese:horas que não contam no tempo, só no coração.

Projetos,esperanças e desejos... Sonhos concretos em palavras escritas,regadas à vinho.

Não podíamos guardar os sentimentos no almoxarifado! Temos âncora para o sonho não

partir. Lembrei que Adélia Prado já disse algo parecido.

Convivência esfuziante,alma elevada,mulher brejeira. Quero ser Rita, quero a luz de Rita!

Sabedoria.Guardo esses momentos como oração para não serem ocos.

Rogai por nós,mãe do Senhor!

Rogai por nós mães!

Rogai por nós mulheres!

Rogai por nós que juntamos os pedaços,construindo histórias!

Rogai por nós, Santa mãe de Deus e nossa também!


Marcelle Azeredo

Vitória,em 5/2/2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

CATADOR DE CONCHAS --------- ( Marianna, Praia de Manguinhos, ES)






"Perdi meu anel no mar, não pude mais encontrar.


E o mar me trouxe a concha de presente prá me


dar..." cantiga popular








Catadas no caminho...


O pensamento viaja nos braços do mar,nas ondas serenas


com espuma clara,molhando os pés.


O sol arde as costas e marca a sombra do corpo curvado.


Passeio,ando,deixando rastros de vida,experência encantada


pelo bater das ondas;balé que enfeita a praia e modifica o


rumo da caminhada.


Pulo na beira e o mar me vem em conchas brancas,bejes,


rajadas,mescladas,listradas...


Algumas conchinhas brancas como lua e outras pretas como noite!


É de dia que o sol me ilumina as passadas e de noite guardo o


segredo das conchas. São minhas agora, não retornam para a


praia.


São como um amor que acaba de chegar: gosto e cheiro de sal.


Sal,tempêro do mar e sabor pro amor.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Brasília turismo Encontro OPA 2008


Férias em Brasília com Duda e Marianna

Brasília,13/01/2008

Lula não estava no Palácio da Alvorada!

PACTO

Cortei delicadamente seu pulso.
O meu levou outra incisão para escorrer em gotas de dor e sangue,o selo de uma promessa:vamos para o céu!
Algumas gotas caiam como recordação da hora da cruz de Nosso Senhor.
No chão,já coagulada,a mistura de sangue vai deixar na terra uma semente:a de muita oração pela vida.
Não importa se o mundo vai nos separar! No minuto de nossa volta ao criador, a certeza de te encontrar num bom lugar,onde não precisamos mais de pactos.
Estaremos livres desta carcaça já antiga de tanto pecar.
Começamos desde agora,na terra firme,a concretizar o desejo da vida eterna:o único que vamos levar.

Marcelle Azeredo em 2/10/2007

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

SENTINELA

Eterna essa minha prisão entre a cama , o sofá,
o telefone,o computador e o trânsito.

Maldita inércia, que faz escorrer pelos dedos meus ideais e
caem em gotas de desilusão.

Frágil fortaleza,que me remete à pó.
E no chão vira poeira nos dias em vão.

Terrível lucidez para aumentar o tempo.
Tenho a pressa de ver a hora da chegada.Sinais de mudança e transformação.

Pelos ares e pela terra.
Vêm em ciclos: são cheiros e são gestos,inundando meu rosto como a garoa fria,que
irriga ,porém espeta.

Há momentos em que só o sentimento,o afago,a presença e a torcida me
enchem de coragem subo e mergulho num salto imperfeito e singular.

É a liberdade! Crio asas para dizer: É POR AÍ!
Vou construindo uma janela para ver meu mundo pronto para acertar.


Marcelle Azeredo
BH,07/08/2007

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

OPALA

Sintonizo,sem esperar na distração,
A rigidez de uma pedra.
Ouro,prata,seiva que nasce da impureza de nossa caminhada não polida.
Sou templo em construção...

Ourives de uma vida complexa.Com sutileza lapido um bloco bruto e
áspero. Surpresa! Surgem tons de azul, turquesa e lilás.
Movimento e luz.

É nascimento ou mesmo o refazer da vida para o equilíbrio.
Como as curvas da ponte, caminhada sinuosa,buscando transparência.

O bruto mineral opaco agora é realeza!
Parando para olhar os passos à frente ou ao lado,caminhos de direção:
A fixa idéia de serem para mim compilados pela vontade de Deus.

Marcelle Azeredo e Everaldo Vargas,Sj

Brasília,13 de janeiro de 2008