quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Apocalipse em mim


Pedras brancas ,roliças, em direção ao mar.
Banhadas, tornam-se clareza,pureza total
do cristal.

Do caos, da tormenta,só resta uma esperança:
O sentimento do leão,
O instinto do touro,
A razão do Homem,
O intelecto da águia.
São asas como da grande ave.

Dos pés de barro,agora por terra,
Finco com persistência,
Pés de ferro,
Nas mãos, as palmas e no
Corpo linho puro,
Alfa e Ômega.

Minha alma é um livro aberto,
Livro da vida,
Meus olhos agora são brilhantes.
Hora de acender o incenso e olhar
O arco-íris...

Não me venha a pantera,
O urso e o tigre.
Meu cavalo está de prontidão.
E as rédeas em minhas mãos.

Texto: Marcelle Azeredo
Foto: opa cristo operário 2008

Um comentário:

Vanessa disse...

Lendo essa poesia, pensei no Advento... Apocalipse transfigurado na espera pelo Nascimento?

E as rédeas, quem as tem? "No teu cavalo, peito nu, cabelo ao vento... eu já escuto os teus sinais"

Realmente, que não me venha nenhum sentimento pré-fabricado, nem tigre, nem asno... Só o vento no rosto, liberdade, mundo inteiro!