quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

SENTINELA

Eterna essa minha prisão entre a cama , o sofá,
o telefone,o computador e o trânsito.

Maldita inércia, que faz escorrer pelos dedos meus ideais e
caem em gotas de desilusão.

Frágil fortaleza,que me remete à pó.
E no chão vira poeira nos dias em vão.

Terrível lucidez para aumentar o tempo.
Tenho a pressa de ver a hora da chegada.Sinais de mudança e transformação.

Pelos ares e pela terra.
Vêm em ciclos: são cheiros e são gestos,inundando meu rosto como a garoa fria,que
irriga ,porém espeta.

Há momentos em que só o sentimento,o afago,a presença e a torcida me
enchem de coragem subo e mergulho num salto imperfeito e singular.

É a liberdade! Crio asas para dizer: É POR AÍ!
Vou construindo uma janela para ver meu mundo pronto para acertar.


Marcelle Azeredo
BH,07/08/2007

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