Golpes duros como o mar a vida reserva.
Um arrecife em plena praia chicoteado pelas águas frias.
A espuma refresca a solidez do mineral,torna suas faces lisas.
Sinto-me cega e surda como pedra.
Andanças entre mar e terra.
Transformo erros e tropeços em ouro.
No asfalto,a mangueira deu fruto e flor.
Encanta meu dia e sacia meu desejo.
Meus sentidos me reconciliam com o tempo.
De náufrago,começo a velejar.
Ondas,indiscretos desafios.
Texto: Marcelle Azeredo
Foto:Carlos Alberto Alvim-Fortaleza 2008
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