Sombra da tarde
refresca a sala de estar.
Reflete no espelho
os objetos da casa:
duas pinhas,uma escultura
de barro,a galinha de vidro
e as bonecas de cabaça.
Espero o telefone,uma voz
macia,aveludada,um convite,
um elogio,uma declaração de amor.
O relógio marcou 17h.
Esperei o chá com bolinho,
petit fours,torrada e
geléia.
Não preparei nada!
Nada vai ter.
Tarde demais para pôr
na mesa.
Peguei a manga quase passada,
cortei,piquei em pedaços
e sentei no sofá para
degustá-la.
Doce feito mel.
texto: Marcelle Azeredo
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