Nem tudo é lembrança!
Transportar-se até Belém,sentindo que o Natal acontece no coração:tudo muito simples e extraordinário...
Retalhos alinhavados numa grande oração,dando sentido com agulha e linha ao renascer do Menino de Nazaré.
Desde as primeiras horas,o menino mostrou seu destino:ser pão e vinho,ser nosso alimento.
Natal é todo dia,toda hora...
Preparar a festa do Menino Deus com emoção,com alegria partilhar.
Descobrindo que o bom da vida é deixar a estrela guiar...
Nasceu Jesus em um lugar qualquer.
E é o homem,a mulher, a criança que dá beleza à noite silenciosa de Maria e José.
O simples e o sagrado que habita em nós.
Não há ser humano mais frágil que uma criança!
Não há habitação mais pobre que uma gruta!
Não há berço mais rudimentar que uma manjedoura!
O frágil,o pobre,o simples,o provisório.
Anoiteceu. Uma estrela vinha passeando,iluminando a grandeza do Salvador.
Guiados pela estrela,os Reis Magos cumpriram sua missão:chegaram para reverenciar Jesus.
Daquela gruta em Belém,seguiram pela vida pastores,animais,homens que trabalham,mulheres que cuidam,crianças que sorriem...
Seguiram a anunciar a boa-nova, a presença de Jesus entre nós.
O espelho reflete a bondade de cada um,a alegria e o sonho de todos!
A chave do presente e do futuro.
O relógio marca as horas...
Um tempo para olhar.
Olhar as gaivotas que voam,as ondas do mar que transformam-se em espuma a brincar.
No mistério divino que é a vida traçada pela criança que nos visitou.
Hoje somos muitos! Cada um,cada mão ajuda a recontar a história da gruta de Belém.
Texto: Marcelle Azeredo
"A coragem de fazer o impossível repousa no coração dos homens..." Construindo um mundo com mais amor e arte!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Dias Bordados
Tardes bordadas,
mãos bordadeiras,cores claras,escuras,
mescladas,fortes e suaves.
Olhos atentos entre agulha e pano,
entra e sai...
entra e sai...
Me passa a tesoura?
Rococó,chavão,pé de pinto,
correntinha,ponto Paris...
Horas delicadas,dedicadas a ser
criança,pular corda,rodar pião,
montar no cavalinho.
Circular,circular e o tecido
enchendo de pontos.
Cidadezinha,nuvem,árvore,flores,
muitas flores.
Bordar é sair do lugar,voar mais
alto que pipa,voltar com velhos
sonhos.
Fazer amigas,recordar histórias,
cantar,cirandar entre todos os tons.
Para Fátima Coelho
Texto: Marcelle Azeredo
Foto: Duda Azeredo
sábado, 24 de outubro de 2009
Perguntas
O que fala dentro de mim?
Uma criança,um adolescente,um sábio,
um mestre,um ingênuo,um tolo?
Haja dias e noites!
Ainda sou bloco de mármore,sendo esculpido.
Procuro minha vocação.
Para que vim aqui mesmo?
Espero ouvir vozes,uma confirmação.
Às vezes acho a vida tão repetitiva
e previsível.
Tenho receio,sou frágil,fico vulnerável.
A vida é tão perigosa e insegura.
No fundo,no fundo é isso.
Se não sinto algo maior que me cutuca e
me empurra prá frente, os dias são cinza,
a minha cama é o melhor lugar e de preferência
com a luz apagada.
Mas cadê a boa nova?
A certeza que estou aqui para viver, a paz,o amor,
os abraços,o respeito e a acolhida?
Tão diferente do que está nos Evangelhos,dessa
nossa realidade.
Enfim,vou caminhando,colocando uma pedrazinha,
de paz nesse Reino,pelo mundo inteiro.
Texto: Marcelle Azeredo
Foto: Maurício Burbano, Sj
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Parênteses
Você vive na antiga corte,
na Rua do Ouvidor,
pura casca,futiliddade,tolice.
Ora,procurava um homem de espírito,
brigando contra o mal.
Caí com tola! Quase virei passatempo.
Minha alma quase naufraga.
Tudo é fulgaz neste mundo,nada é novo
debaixo deste sol.
Me salvei de sua dissimulação,sangrando e
desfazendo meus sonhos.
Só fica a verdade.
Entre queixas e consolação, vou à popa
me sentindo sábia.
texto: Marcelle Azeredo
na Rua do Ouvidor,
pura casca,futiliddade,tolice.
Ora,procurava um homem de espírito,
brigando contra o mal.
Caí com tola! Quase virei passatempo.
Minha alma quase naufraga.
Tudo é fulgaz neste mundo,nada é novo
debaixo deste sol.
Me salvei de sua dissimulação,sangrando e
desfazendo meus sonhos.
Só fica a verdade.
Entre queixas e consolação, vou à popa
me sentindo sábia.
texto: Marcelle Azeredo
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
À deriva
Cada dia uma despedida,
umas breves,outras eternas.
Levo cada susto!
O dia só é dia até o entardecer,
a noite só escurece até a meia-noite.
Nada como um dia atrás do outro,sinal
de que ainda tem vida.
Quem espera sempre alcança,nem que seja
por pura paciência.
Que os que me conhecem,ouçam e os que não,
não percam as esperanças.
Que Deus nos acuda!
texto: Marcelle Azeredo
foto: Mauricio Burbano,Sj
domingo, 16 de agosto de 2009
Saudades de Caymmi
domingo, 29 de março de 2009
Rompante
Golpes duros como o mar a vida reserva.
Um arrecife em plena praia chicoteado pelas águas frias.
A espuma refresca a solidez do mineral,torna suas faces lisas.
Sinto-me cega e surda como pedra.
Andanças entre mar e terra.
Transformo erros e tropeços em ouro.
No asfalto,a mangueira deu fruto e flor.
Encanta meu dia e sacia meu desejo.
Meus sentidos me reconciliam com o tempo.
De náufrago,começo a velejar.
Ondas,indiscretos desafios.
Texto: Marcelle Azeredo
Foto:Carlos Alberto Alvim-Fortaleza 2008
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Tarde Demais
Sombra da tarde
refresca a sala de estar.
Reflete no espelho
os objetos da casa:
duas pinhas,uma escultura
de barro,a galinha de vidro
e as bonecas de cabaça.
Espero o telefone,uma voz
macia,aveludada,um convite,
um elogio,uma declaração de amor.
O relógio marcou 17h.
Esperei o chá com bolinho,
petit fours,torrada e
geléia.
Não preparei nada!
Nada vai ter.
Tarde demais para pôr
na mesa.
Peguei a manga quase passada,
cortei,piquei em pedaços
e sentei no sofá para
degustá-la.
Doce feito mel.
texto: Marcelle Azeredo
refresca a sala de estar.
Reflete no espelho
os objetos da casa:
duas pinhas,uma escultura
de barro,a galinha de vidro
e as bonecas de cabaça.
Espero o telefone,uma voz
macia,aveludada,um convite,
um elogio,uma declaração de amor.
O relógio marcou 17h.
Esperei o chá com bolinho,
petit fours,torrada e
geléia.
Não preparei nada!
Nada vai ter.
Tarde demais para pôr
na mesa.
Peguei a manga quase passada,
cortei,piquei em pedaços
e sentei no sofá para
degustá-la.
Doce feito mel.
texto: Marcelle Azeredo
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Caminhos e Horizontes
No caminho de Deus
tem homens e mulheres
querendo ser guiados.
No caminho de Maria,
teve Isabel para visitar.
Junto com o carpinteiro,
Jesus para cuidar e despertar
sua hora.Revelar-se Filho
do Homem nas bodas de Caná.
No caminho de João, abrir
caminho. Levou uma vida diferente,
batizou o próprio Deus.Sinal
de renascimento.
No caminho dos apóstolos,tinha
um preferido,que negou Jesus 3
vezes, teve Paulo viajando e
desbravando o mundo com a boa
nova. E Maria,mãe de todos,
a primeira díscipula de que se
tem notícia.
No caminho de Lázaro, a
ressurreição,o início da
paixão do filho de Deus e
a certeza da vida eterna.
No caminho de Verônica,carregou
as dores de Jesus,estampadas no
pano sagrado, a face do
Salvador.
No caminho da cruz, Jesus a
frente,os dois ladrões ao lado,
E qual nosso lugar?
Atrás do lenho,pregados
a nossa missãode sermos
como o próprio Deus.
texto: Marcelle Azeredo
tem homens e mulheres
querendo ser guiados.
No caminho de Maria,
teve Isabel para visitar.
Junto com o carpinteiro,
Jesus para cuidar e despertar
sua hora.Revelar-se Filho
do Homem nas bodas de Caná.
No caminho de João, abrir
caminho. Levou uma vida diferente,
batizou o próprio Deus.Sinal
de renascimento.
No caminho dos apóstolos,tinha
um preferido,que negou Jesus 3
vezes, teve Paulo viajando e
desbravando o mundo com a boa
nova. E Maria,mãe de todos,
a primeira díscipula de que se
tem notícia.
No caminho de Lázaro, a
ressurreição,o início da
paixão do filho de Deus e
a certeza da vida eterna.
No caminho de Verônica,carregou
as dores de Jesus,estampadas no
pano sagrado, a face do
Salvador.
No caminho da cruz, Jesus a
frente,os dois ladrões ao lado,
E qual nosso lugar?
Atrás do lenho,pregados
a nossa missãode sermos
como o próprio Deus.
texto: Marcelle Azeredo
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