terça-feira, 29 de janeiro de 2008

CATADOR DE CONCHAS --------- ( Marianna, Praia de Manguinhos, ES)






"Perdi meu anel no mar, não pude mais encontrar.


E o mar me trouxe a concha de presente prá me


dar..." cantiga popular








Catadas no caminho...


O pensamento viaja nos braços do mar,nas ondas serenas


com espuma clara,molhando os pés.


O sol arde as costas e marca a sombra do corpo curvado.


Passeio,ando,deixando rastros de vida,experência encantada


pelo bater das ondas;balé que enfeita a praia e modifica o


rumo da caminhada.


Pulo na beira e o mar me vem em conchas brancas,bejes,


rajadas,mescladas,listradas...


Algumas conchinhas brancas como lua e outras pretas como noite!


É de dia que o sol me ilumina as passadas e de noite guardo o


segredo das conchas. São minhas agora, não retornam para a


praia.


São como um amor que acaba de chegar: gosto e cheiro de sal.


Sal,tempêro do mar e sabor pro amor.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Brasília turismo Encontro OPA 2008


Férias em Brasília com Duda e Marianna

Brasília,13/01/2008

Lula não estava no Palácio da Alvorada!

PACTO

Cortei delicadamente seu pulso.
O meu levou outra incisão para escorrer em gotas de dor e sangue,o selo de uma promessa:vamos para o céu!
Algumas gotas caiam como recordação da hora da cruz de Nosso Senhor.
No chão,já coagulada,a mistura de sangue vai deixar na terra uma semente:a de muita oração pela vida.
Não importa se o mundo vai nos separar! No minuto de nossa volta ao criador, a certeza de te encontrar num bom lugar,onde não precisamos mais de pactos.
Estaremos livres desta carcaça já antiga de tanto pecar.
Começamos desde agora,na terra firme,a concretizar o desejo da vida eterna:o único que vamos levar.

Marcelle Azeredo em 2/10/2007

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

SENTINELA

Eterna essa minha prisão entre a cama , o sofá,
o telefone,o computador e o trânsito.

Maldita inércia, que faz escorrer pelos dedos meus ideais e
caem em gotas de desilusão.

Frágil fortaleza,que me remete à pó.
E no chão vira poeira nos dias em vão.

Terrível lucidez para aumentar o tempo.
Tenho a pressa de ver a hora da chegada.Sinais de mudança e transformação.

Pelos ares e pela terra.
Vêm em ciclos: são cheiros e são gestos,inundando meu rosto como a garoa fria,que
irriga ,porém espeta.

Há momentos em que só o sentimento,o afago,a presença e a torcida me
enchem de coragem subo e mergulho num salto imperfeito e singular.

É a liberdade! Crio asas para dizer: É POR AÍ!
Vou construindo uma janela para ver meu mundo pronto para acertar.


Marcelle Azeredo
BH,07/08/2007

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

OPALA

Sintonizo,sem esperar na distração,
A rigidez de uma pedra.
Ouro,prata,seiva que nasce da impureza de nossa caminhada não polida.
Sou templo em construção...

Ourives de uma vida complexa.Com sutileza lapido um bloco bruto e
áspero. Surpresa! Surgem tons de azul, turquesa e lilás.
Movimento e luz.

É nascimento ou mesmo o refazer da vida para o equilíbrio.
Como as curvas da ponte, caminhada sinuosa,buscando transparência.

O bruto mineral opaco agora é realeza!
Parando para olhar os passos à frente ou ao lado,caminhos de direção:
A fixa idéia de serem para mim compilados pela vontade de Deus.

Marcelle Azeredo e Everaldo Vargas,Sj

Brasília,13 de janeiro de 2008