
Quando eu fico naquele silêncio,prestando atenção até no voar de um mosquito,procuro o macio do colchão,me estico,espreguiço prá todo lado.
Parece perda de tempo,o puro ócio.
Organizo o pensamento,empilho sonhos e me encho de esperança.
Sol rasgando a janela,aquecendo o coração e os dias.
Balanço meus pés prá lá e prá cá,entre a liturgia diária e o livro de Adélia Prado,torço para esticar o tempo...
Foto( Museu de arte da Pampulha) e
texto: Marcelle Azeredo