quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Parênteses

Você vive na antiga corte,
na Rua do Ouvidor,
pura casca,futiliddade,tolice.
Ora,procurava um homem de espírito,
brigando contra o mal.
Caí com tola! Quase virei passatempo.
Minha alma quase naufraga.
Tudo é fulgaz neste mundo,nada é novo
debaixo deste sol.
Me salvei de sua dissimulação,sangrando e
desfazendo meus sonhos.
Só fica a verdade.
Entre queixas e consolação, vou à popa
me sentindo sábia.

texto: Marcelle Azeredo

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

À deriva


Cada dia uma despedida,
umas breves,outras eternas.
Levo cada susto!
O dia só é dia até o entardecer,
a noite só escurece até a meia-noite.
Nada como um dia atrás do outro,sinal
de que ainda tem vida.
Quem espera sempre alcança,nem que seja
por pura paciência.
Que os que me conhecem,ouçam e os que não,
não percam as esperanças.
Que Deus nos acuda!


texto: Marcelle Azeredo
foto: Mauricio Burbano,Sj